Qual a sua história? Qual o seu futuro?

Uma das coisas mais importantes que aprendi na vida foi que quem escreve a nossa história é a gente. Eu virei a chave na minha história quando DECIDI sair do papel de vítima e fui pro papel de heroína. Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou quem eu decidir ser.

O que vou dizer aqui pode parecer forte, mas você é mais forte do que eu. Corrija-me se eu estiver errada, mas você tem muita garra dentro de você. Minha intenção aqui é lembrá-la dessa força e trazê-la a tona. Minha intenção é te tirar do papel de vítima e te colocar de volta no papel de protagonista da sua vida.

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Pode ser que você seja bem sucedida. Pode ser que você tenha filhos lindos. Pode ser que tudo na sua vida seja perfeito. Ou não. Ainda assim, qual é a sua dor? Todos temos uma dor que dói lá no fundo que só a gente sabe. Todos temos um medo escondido dentro do armário. Nosso caminho de crescimento é enfrentar o medo, curar a ferida, nos tornar quem realmente somos.

Quem você seria sem esse medo?

Vamos ressignificar nossa história e começar de novo, a partir de um novo começo.

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O problema é que a gente se acostuma a ficar no mimimi. Quem aqui nunca entrou num elevador e reclamou do tempo (calor ou frio), ou da política, ou dos preços que não são mais como eram antigamente… Sem perceber a gente passa várias horas do dia falando mal de alguma coisa, ou antecipando algum mal que pode vir a acontecer. É o trânsito que vai te atrasar, o frio que vai deixar os meninos gripados, o fim de semana em família que vai ser estressante… E sem perceber colocamos “feitiços” em nossas vidas, as famosas pragas de mãe, que só de falar acontecem!

 

Desce daí menino se não você vai cair!

Falei! Bem-feito! Da próxima vez vê se aprende a obedecer a mamãe!

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Quem nunca?! Mas esse tipo de comportamento que está disfarçado de boa intenção, na verdade é uma profecia auto-realizável que se tornou um hábito na nossa sociedade moderna e consumista!

Seja prevendo o futuro ou choramingando o passado, nós vivemos cercados de medos, reclamações e coisas que poderiam ter dado certo mas não deram. Vamos quebrar o ciclo de mimimi, abandonar a culpa e assumir a responsabilidade. Essa foi uma das grandes coisas que aprendi na terapia!

 



Culpa é diferente de responsabilidade.

Exemplo: você precisa ir tomar banho e está sozinha com o bebê, e acaba passando o dia sem tomar banho com medo de deixar o bebê sozinho e algo (uuuuh algo.. algo macabro… uuuuuh) acontecer. Fim do dia = culpa. Mãe é um bicho bom pra sentir culpa né? Sente culpa de tudo! Culpa de não tomar banho, de não se cuidar como gostaria, como deveria, culpa de não brincar com o bebê do jeito montessori que as outras mães todas do facebook fazem, culpa de não dar conta de cuidar da casa e do bebê ao mesmo tempo, culpa de não ter se planejado melhor financeiramente faz uns cinco anos pra agora poder ser já milionária e poder contratar uma equipe de limpeza pra lidar com a louça e as meias sujas, culpa porque tá chovendo (oi?) e o bebê pode ficar gripado e eu não agasalhei ele direito no parquinho ontem e agora o menino vai ficar gripado por minha culpa! Minha culpa! Minha tão grande culpa!

Conhecemos bem a culpa. Agora pensa na responsabilidade. Você é uma mãe responsável, você sabe que se o bebê estiver bem alimentado, com a fralda trocada e brincando (ou dormindo) ele fica dentro do cercadinho ou do berço ou preso no carrinho por 5 minutos. Você sabe que há uma grande probabilidade de que todos os temores macabros que passam pela sua cabeça no final das contas não vão se realizar. Você não vai largar ele dormindo no sofá. Você é responsável. Você não vai deixar ele com fome e de fralda suja chorando no chão enquanto vai fazer SPA dos pés trancada no banheiro… Você é responsável! Se você colocar o bebê no cercadinho e ficar sentada no sofá olhando pra ele por 5 minutos, é a mesma coisa que você colocar ele no cercadinho e ir tomar um banho. Concorda? Isso é tomar uma decisão responsável. Essa atitude some com a culpa, coloca a bichinha pra correr nos campos da China bem longe de você! E quanto mais você pratica mais fácil fica de tomar essas decisões, de assumir as responsabilidades e de se sentir bem consigo mesma e com seu dia, com sua vida!

Entende?

woman-1031111_1920Vamos minimizar a ansiedade, respirar, e pensar ” o que eu posso fazer nessa situação?” Seja ressignificando a sua história, seus “erros” do passado, ou policiando seus pensamentos e adivinhações de futuro, as tais profecias ou pragas que costumamos falar sem nem perceber, de um jeito ou de outro, pra trás ou pra frente, quem escreve a nossa história somos nós mesmos! Todas as vezes que você deixou de tomar banho ou de comer uma refeição quente você estava cuidando do seu filho. Você fez o melhor que podia naquele momento, com as informações que tinha naquele momento. Sem culpa. Perdoe-se! Saia do papel de vítima, da mulher que não se cuida, que não come direito e vive se arrastando pela casa com olheiras e um rabo de cavalo, devastada pela maternidade! Reescreva a sua história com você no papel de heroína e melhor mãe do mundo! O poder está nas suas mãos! O poder de reescrever o que já aconteceu, de contar pra nós mesmas uma versão diferente da nossa própria história, um novo ponto de vista, e o poder de recriar um futuro diferente, caso você o queira! Sem querer puxar muito a sardinha pra lei da atração mas nós criamos o nosso mundo! Sua vida é apenas a manifestação física dos seus pensamentos! Então pense aquilo que você quer, e não aquilo que você não quer! Sacou?

Levei muito tempo pra conseguir reescrever a minha história, e ainda estou num processo de releitura do meu passado, de reinterpretação dos acontecimentos. O que aconteceu simplesmente aconteceu comigo.

Isso não me define. Eu me defino.

 

E enquanto reescrevo meu passado, luto para construir na minha mente o futuro que eu quero, que eu desejo. Primeiro nos meus pensamentos, depois fica mais fácil correr atrás deles na prática!

Eu honro e respeito as mulheres-maravilha que escrevem as suas próprias histórias. As divas que são donas dos seus destinos. As heroínas que tiveram acontecimentos marcantes, e que se ergueram das cinzas, ressurgindo como uma fênix, se levantando com suas próprias pernas e voando com suas próprias asas! Toda minha veneração vai pra vocês!

Hoje com certeza sou uma mulher mais forte por treinar constantemente essa habilidade. Espero que eu tenha inspirado você a fazer o mesmo.

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