Histórias de Empreendedorismo Materno: Edith Rodrigues Cardoso

Gente, estou super feliz com os feedbacks positivos que estou recebendo dessa série #HistóriasDeEmpreendedorismoMaterno ! Não imaginava que a repercussão fosse ser tão grande e tão positiva! E continuando a série de divas, hoje temos a querida Edith Rodrigues Cardoso, 41 anos, mãe do Tiê de 3 anos, a diva por trás da Cheiro de Gaia! Ela busca levar às pessoas o caminho dos cuidados naturais, associando os benefícios terapêuticos das plantas para harmonização do corpo, mente e emoções. Os produtos são livres de crueldade animal, químicos nocivos como derivados de petróleo, metais e corantes artificiais. Tudo é preparado com muito amor, óleos 100% vegetais, óleos essenciais, extratos e tinturas de plantas medicinais.
Agora solta o verbo e partilha a sua história!
Os desafios e dificuldades na maternidade são muitos, passando pela auto-observação e desconstrução diária de hábitos, conceitos e ações. Um filho é um espelho muito contundente, e estar consciente e aberta para o que se vê nesse espelho é ter muito material de estudo e de trabalho interno. Um outro desafio é o nível de doação e dedicação que o maternar exige, e o como equilibrar a atenção e dedicação à cria e aos meus projetos pessoais, trabalho, às demais coisas que gosto de fazer. Meu companheiro participa dos cuidados com o Tiê, mas ainda me sinto sobrecarregada com ele e a casa, por exemplo. A maternidade também me proporcionou aprofundar o entendimento do feminismo, das questões e lutas das mulheres. Meu olhar ficou muito mais atento, e lidar com isso dentro de casa, buscando transformações, é um processo lento, por vezes tenso e doloroso.

Sou Doula e Educadora Perinatal, faço atendimentos com massagens relaxantes terapêuticas e drenagens (especificamente para gestantes), estudante e aprendiz de fitoterapia e aromaterapia. Além da doulagem e massagens, empreendo com a Cheiro de Gaia, linha de produtos naturais e terapêuticos que criei a partir dos meus estudos e vivências, e da vontade de oferecer meios alternativos e não farmacológicos de cuidado para as pessoas. 

Minha primeira formação é Engenharia Civil, e sempre foi difícil pra mim seguir esse caminho, outras linhas de atuação sempre me atraíam mais. Quando engravidei, trabalhava num escritório de engenharia e era sócia de um café, minha primeira experiência com um negócio próprio, mas como trabalhava o dia todo minha sócia na época ficava muito mais à frente de tudo. Depois de um tempo, também percebi que apesar de amar a proposta, trabalhar com alimentação era muito desgastante e exaustivo, e comecei minha licença maternidade já pensando em não continuar no projeto. O plano quando Tiê nasceu era ficar com ele em casa por pelo menos 2 anos, mas o fato é que aos 8 meses dele minhas reservas estavam acabando e aceitei mais uma proposta de trabalho como engenheira. Um ano depois fui demitida, e encarei esse percalço como uma oportunidade real de ficar mais tempo com meu filho (enquanto estava no escritório, Tiê ficava com o pai pelas manhãs e à tarde ia pra creche) e de efetivamente realinhar minha atuação profissional, trabalhar com algo que me inspirasse, que fizesse sentido pra mim.

Já vinha sentindo um chamado forte para o cuidado com as mulheres, e resolvi acolher a esse chamado interno.

Fiz uma formação em ThetaHealing (uma técnica de cura energética maravilhosa), um curso de Doula e Educadora Perinatal, curso de massagem (simplesmente porque ameeei receber massagens da minha doula durante a gestação, quis proporcionar esse cuidado a mais gestantes), e passei a aprofundar os estudos de plantas medicinais, fitoterapia e aromaterapia. Certo dia, preparando um kit de spray e óleo terapêuticos para uma recém parida que acompanhei, pensei que poderia oferecer esses produtos para mais pessoas, e não apenas às gestantes que eu acompanhava. Assim gestei e pari Cheiro de Gaia!
A maior dificuldade que enfrento no empreendedorismo tem sido a questão financeira e acho que um dos aprendizados (ainda em curso rs) é o de administrar o tempo, criar rotinas que facilitem essa administração. Aos poucos, estou melhorando nisso. Mas um grande aprendizado foi mesmo a da força do coletivo! Faço parte do Ocupa Maternas, um coletivo de mães empreendedoras que surgiu do desejo de sete mulheres de impulsionar o empreendedorismo criativo após a maternidade, e a vontade de apoiar outras mulheres na busca de um caminho criativo para si mesmas. Periodicamente organizamos uma feira para expor os produtos das integrantes do coletivo, onde promovemos também atividades com foco no empoderamento de mulheres, na cultura brasiliense, no lúdico. O Coletivo também tem uma pegada social, periodicamente vamos até a Estrutural e realizamos encontros com um grupo de mulheres mães de lá, com o objetivo de capacitá-las a executarem seus próprios projetos autorais, trabalhar temas relacionados ao empoderamento e empreendedorismos criativos. Por meio do Coletivo, estamos construindo uma rede de afetividade, parceria, apoio, empoderamento e criatividade que tem sido maravilhosa! O grande aprendizado é que, realmente, juntas somos mais fortes – isso não é um mero clichê!
Qual dica você daria para mães que estão começando agora a empreender?
Puxa, uma dica que eu daria é escutar o coração, porque empreender com filhos não é fácil e é importante que se goste muito do que faz. Procurar aprender sobre empreendedorismo e buscar as redes de mães empreendedoras! Há muita troca e fortalecimento nas redes!
Obrigada Edith, por compartilhar a sua história!
Pra entrar em contato direto com a Edith:
instagram: @cheirodegaiabsb
cheirodegaia@gmail.com
celular: (61)998564-0274