Não é sobre todos os outros que vão ver. É sobre o que eu vejo.

Neste dia das mães, eu desejo a você:

Empoderamento!

Auto-conhecimento!

Quebra de paradigmas!

Mais do que qualquer presente que eu possa ganhar, ou que eu possa dar, o maior presente que nós podemos dar a nós mesmas é a construção de nosso EU! Eu sempre digo que informação é peça chave na maternidade. Quanta informação você tem sobre si mesma? Você se conhece de verdade? Você se desafia? Você testa seus limites? Você se desconstrói?
Eu posso dizer por experiência própria que esse processo é maravilhoso! Doloroso também às vezes, é verdade, mas me sinto cada vez mais diva quando chego do outro lado! Cada vez mais transformada! Cada vez mais EU! #recomendo
Decidi compartilhar com vocês esse ensaio fotográfico inspirador da Carina (Art Sling) e do Luís Müller (Fotógrafo Conceitual), que mais do que incentivar o babywearing, o uso do sling, mais do que incentivar a amamentação, na minha visão incentiva a desconstrução do que é ser mãe na nossa sociedade!

A maternidade é avassaladora, mexe profundamente com a gente e uma das transformações mais visíveis que ela traz é ao nosso corpo. Eu engordei 20 Kg em cada gravidez. São 60 kg indo e vindo que nem sanfona. Como as três gestações foram razoavelmente próximas, meu corpo mal teve tempo de voltar ao “normal” e já se esticava de novo.

Mas olhe bem pra essa frase! O que é normal?

Nunca nos meus 33 aninhos de vida meu corpo funcionou tão perfeitamente do que quando pari meus filhos! Minha barriga que foi feita pra se esticar e acomodar um bebê, fez justamente isso. Eu antes achava que a barriga era pra ficar sarada e ir pra praia tomar sol, mas não, tolinha, descobri que a barriga é pra carregar bebê, e depois oferecer colo, oferecer conforto…

Meus braços rechonchudos não foram feitos pra perder gordura e ganhar músculo. Eles foram feitos pra acolher as crianças de joelhos ralados, eles foram feitos pra carregar a tiracolo durante 5 anos um filho ou outro…

Meus seios não foram feitos pra usar um decote ou pra encher sutiã push-up, na maternidade eu descobri que eles foram feitos pra dar vida e amor pros meus filhos. Não tem momento mais reconfortante que amamentar seu bebê! Sacia a barriga dele e sacia a nossa alma! Nos sentimos em pleno uso de nosso corpo, exercendo nossa função mais sagrada: ser mãe!

A maternidade nos mostra a função real de cada centímetro do nosso corpo. E assim como meus ombros carregam uma mochila, ou uma criança, cada centímetro do nosso corpo pode ser usado para váaaarias funções, é obvio, e só quem vai poder decidir o q fazer com seu corpo é sua própria dona. Não estou dizendo que a maternidade é a única razão de existência de todas as mulheres da face da terra. Mas esse foi o meu caminho. E foi revelador!

Deixo vocês, portanto, neste dia das mães com essa reflexão! E sem querer plagear muito a Ana Vilela…
Não é sobre se expor.
 
É sobre aceitar a si mesma como é. É sobre não se importar com umas dobrinhas a mais ou a menos, uma marca de infância, uma cicatriz.

É entender que meu corpo é pó e ao pó retornará. Se eu tivesse câncer de mama e precisasse remover os seios eu ia deixar de ser eu? Se eu perdesse um braço, uma perna, se precisasse de uma cadeira de rodas, eu deixaria de ser eu? Eu sou meu corpo? Meu corpo é o bem mais precioso que tenho? Não. Ele é muito valioso com certeza, ele me permite experienciar a vida, ter sensações, sentir o sabor das comidas e o vento no meu rosto. Mas mesmo se eu não sentisse nada disso eu ainda seria eu. Mesmo depois que eu morrer eu ainda serei eu. Eu não sou o meu corpo. Não somente.

Não é sobre exibicionismo.
 
É sobre empoderamento. É sororidade. É participar da egrégora de mulheres que sabem o poder que elas tem, que nós temos. Que todas nós temos.
Não é sobre mim.
 
É sobre você. Sua amiga, sua vizinha, sua cunhada, sua neta. É sobre todas as mulheres que se sentem envergonhadas do seu corpo. Que acham que precisam se cobrir para amamentar, ou que colocam o peito pra fora mas não levantam a blusa pra não mostrar a barriga.

É sobre eu mesma a algum tempo atrás. É pra mim que fiz esse ensaio. Foi pra curar as minhas feridas que enfrentei minhas limitações. Questionei meus princípios.

Me desconstruí. Pra construir de novo. Renovada, reorganizada. Inteira.

Não vivo mais de metades. Metade de mim. Metade da minha vida. Vida pela metade. Vida mais ou menos.
Não é sobre enfrentamento.
 
É sobre poder. Poder de se olhar no espelho em casa pelada sem ninguém mais vendo, e se achar linda.
Sair na rua de roupa é uma construção completamente cultural. Em alguns lugares do mundo os costumes são diferentes, tem roupa a mais e roupa a menos do que aqui no Brasil, depende da cultura onde vc está inserida. E, sim, eu sei que estamos inseridas numa cultura que não aceita sair na rua sem roupa, considera isso crime inclusive, mas eu não saio na rua sem roupa, nem nenhuma das mulheres que participaram do ensaio saem na rua sem roupa ora bolas.
Não é sobre todos os outros que vão ver.
 
É sobre o que eu vejo.
Não é sobre o meu corpo.
 

É sobre a minha essência.

“Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir”

Trem Bala
Ana Vilela

Foi uma linda trajetória na minha vida poder participar do ensaio NU PANO da Art Sling em parceria com Luis Müller. Me sinto profundamente honrada por ter esse momento eternizado, ao lado de outras divas desconstruídas com suas crias! Gratidão, Carina e Luis, pela oportunidade!

E FELIZ DIA DAS MÃES!

  • Virna

    Achei fantástico o ensaio! Muito autêntico. Lindo de viver!

  • SANDRA MONTENEGRO

    Uaauuuu! ! Chocanteeee! !
    Ameiiiiiiii!
    #consciêntização
    #empoderamento
    #gratidão

    • Obrigada pelo carinho Sandra! #tamojunta