Histórias de Empreendedorismo Materno: Alana de Abreu Trauczynski

Hoje temos Alana de Abreu Trauczynski, 39 anos, mãe da Alexia, de quase 6 meses, ela é a diva por trás do Recalculando a Rota! Alana é conspiradora de um novo paradigma. Escritora, nômade, empreendedora digital, palestrante, autora do livro “Recalculando a rota: uma louca jornada em busca de propósito“, e recentemente mãe, hoje ela veio ao mãe multicultural falar sobre empreendedorismo e maternidade! Ah, e ela também é minha vagalume mãe, minha coach maravilhosa!!! Posso sinceramente dizer que minha vida mudou depois que eu fiz o PRR – Programa Recalculando a Rota!!! kkk e nunca fiquei tão feliz com uma entrevista!!! Deleite-se comigo na leitura!

Alanita, solta o verbo!

Alexia nasceu dia 03 de fevereiro e desde então tem sido uma jornada de muita alegria, mas claro que eu tive um planejamento pra poder viver essa jornada plenamente e poder aceitar o momento presente com plenitude! Pra eu poder viver tudo o que era necessário viver agora sem achar que eu tava perdendo alguma coisa, ou achar que estava sem ter tempo pras coisas que são importantes pra mim.
 

Eu estou em total aceitação de tudo que é, de tudo que a maternidade inclui, então zero sofrimento! Pelo contrário, é muita alegria!

Mesmo o bebê chorando, mesmo eu não tendo tempo pra mim… Todas as possíveis coisas que poderiam ser vistas negativamente, eu tô vendo positivamente.

Mas se fosse falar sobre a maior dificuldade, no meu caso, eu diria que é a privação de sono! Isso me prejudica bastante, porque eu sou uma pessoa que gosta de dormir e que precisa dormir bastante pra se sentir disposta no dia seguinte… então isso tá sendo um desafio!
Acho que ser mãe influenciará e já está influenciando o meu negócio positivamente, porque eu acho que a gente tem uma visão muito mais ampla quando a gente é mãe, a gente se livra de um monte de julgamentos, a gente tem muito mais compaixão, a gente vive com muito mais amor e isso influencia todas as áreas da nossa vida!
 
A maior dificuldade que eu enfrento no empreendedorismo é a necessidade constante de divulgação e exposição da minha vida. Eu venho tendo um pouco de aversão a isso, a essa coisa de ser reconhecida, de ser um pouco invadida, de as pessoas acharem que eu tenho que estar disponível o tempo todo… Começou a ser bastante gente então é difícil pra mim isso! Apesar de que foi o que eu sempre quis… mas quando o teu trabalho realmente atinge um número grande de pessoas começa a ser um pouco complicado isso. A necessidade de frequente exposição e frequente criação de conteúdo, eu acho um pouco demais. Essa competição entre todas as pessoas que estão trabalhando com isso. Por exemplo quem posta mais e quem consegue mais likes e quem faz mais stories, e etc… tá virando muita coisa a ser feita né?

 

O empreendedorismo surgiu na minha vida a partir de uma necessidade. Eu passei a entender que eu tinha um conteúdo e um conhecimento que era muito importante e que podia ajudar muitas pessoas, e eu não me considerava uma empreendedora, porque eu sempre me considerei uma criativa e tinha a crença limitante de que criativos não são empreendedores… então eu fiz o meu próprio trabalho pra me livrar dessa crença, e transformei ela em:

“Criativos são empreendedores ainda melhores porque empreendem com criatividade!”

Transformei essa crença e tive que aprender todas as coisas que eram relacionadas ao empreendedorismo que não necessariamente eu gostava de aprender e que não necessariamente eram o meu propósito, mas eu me dispus a aprender todas essas coisas para poder disseminar as minhas ideias e ajudar outras pessoas através do conhecimento adquirido, que mudou a minha própria vida! Não só conhecimento, mas experiência! E experiência com o conhecimento, eu acredito que isso é muito importante também!
Meu grande aprendizado desde que eu me tornei mãe foi a percepção do quanto a gente nasce sem apego algum aos sentimentos! Eu vejo a Alexia mudando os estados emocionais com muita frequência! Ela vai do choro pra alegria, da alegria pro desconforto, do desconforto pra gargalhada… tudo em questão de segundos… Então eu vejo que é o fato de a gente ter o pensamento que faz com que a gente se apegue ao sofrimento, porque se a gente simplesmente vivesse cada sentimento e simplesmente deixasse ele passar, nenhum deles influenciaria tanto a nossa vida. E o objetivo de todo sentimento é simplesmente ser sentido!

Então se a gente simplesmente sentisse o que a gente sente e deixasse passar a gente não sofreria, porque a gente não se apegaria ao sofrimento..

A gente sente uma tristeza e fica apegada a ela, pra ficar triste um dia inteiro! Se a gente não tivesse pensamento, não era isso que acontecia naturalmente…
 
Eu comecei a empreender antes de ser mãe, também para ter um propósito e uma flexibilidade de horário, e também a mobilidade era muito importante pra mim, poder trabalhar de onde eu estivesse! Eu queria a ausência de rotina, ausência de horários, enfim, tudo isso que o empreendedorismo digital possibilita!
Eu descobri que estava  grávida quando estava dando uma palestra de empreendedorismo!!! Foi nessa palestra que eu estou de vermelho! rsrsrs Eu estava em São Paulo dando uma palestra pro Conexão Empreendedora, tinha 300 empreendedores lá e eu comecei a passar mal, achei que ia golfar na primeira fila.. comecei a suar frio e aí percebi que tinha alguma coisa muito errada comigo! Só que a galera não me conhecia, então acharam que eu era muito séria, meio estranha… algumas pessoas me trouxeram água… quem me conhecia sabia que eu tava passando muito mal, que tinha alguma coisa muito errada porque eu tava séria, eu tava desconfortável, eu tava realmente passando mal… enfim, consegui terminar a palestra e assim que eu saí de lá a primeira coisa que eu fiz foi ir na farmácia e aí.. pimba… era isso! Tava grávida! rsrsrs descobri no palco, gata! 
 
Tendo agora que conciliar a maternidade com o empreendedorismo, eu acredito que eu vá ter que ser mais efetiva no meu trabalho, no sentido de fazer o que eu fazia em 8 horas talvez em menos horas. Eu vou ter que ser muito mais produtiva! Menos distração e muito mais produtividade, porque eu vou ter, claro, que dedicar muito mais tempo a ela. Tudo aquilo que eu fazia numa jornada de trabalho sem ela, eu vou ter que fazer em menos horas. Ou talvez otimizar as coisas que dão mais resultado, e eliminar as coisas que eu fazia que não dão tanto resultado.  Vai ter que ser menos atitude com mais resultado, menos horas de trabalho com o mesmo resultado, ou maior inclusive…
 
Eu sempre viajei muito e meu trabalho foi criado justamente pra eu poder ter liberdade e ser nômade.

Esse estilo de vida foi influenciado pela chegada da Alexia no sentido de que eu vou ter que ficar parada por um tempo, mas não vai ser muito tempo não.. eu pretendo que quando ela tiver um ano, um ano e pouquinho, eu já viaje com ela, porque eu sei que a parte criativa do cérebro se forma até os três anos de vida do bebê.

Então quanto mais referência externa a gente der pra essa criança mais ela vai ter amplitude de rotas sinápticas, mais ela vai ter amplitude de pensamento, mais ela vai poder fazer conexões e ter ideias mais criativas e a mente mais aberta a respeito da vida. 
Como eu vejo os próximos anos? Eu pretendo continuar tralhando pela internet e poder levar a Alexia junto comigo nas viagens e continuar me aprimorando profissionalmente, fazendo cursos e tudo mais, levando ela! E proporcionar essa vida pra ela enquanto o cérebro dela está se formando, porque é o melhor que eu posso fazer por ela!
 
Quanto ao empreendedorismo ter falta de estabilidade e rotina, eu acredito que a pessoa precisa ter um perfil que se adapta a isso, porque eu percebo que tem gente que realmente não se adapta, tem gente que precisa saber quanto vai ganhar no final do mês porque se não fica muito estressado, e tem gente que precisa ter uma certa rotina porque não tem disciplina pra trabalhar de acordo com aquilo que deseja naquele dia, não tem disciplina de trabalhar e fazer outra coisa, ou de trabalhar podendo surfar, tendo um mar na frente… enfim… Eu tenho essas características, eu tenho essa disciplina, pra mim funciona, mas acredito que seja um perfil de certas pessoas, não é uma coisa pra todo mundo não.
 
Minha dica para as mães que estão começando agora a empreender é que elas não deixem de colocar os aprendizados da maternidade no seu empreendimento!

O amor que a gente sente na maternidade, coloque no seu empreendimento!

É a dica que eu dou pra todo mundo na verdade, que a gente coloque nossa experiência de vida no nosso empreendimento, porque assim a gente vai ser sempre um empreendedor único! Só a gente tem a nossa vida, e só a gente tem a nossa experiência, e só a gente se relaciona com quem a gente se relaciona. Então pra ser único e exclusivo e diferente de todo mundo, a gente tem que colocar a nossa experiência de vida no empreendimento! Toda a nossa experiência prévia, e inclusive, a nossa experiência atual, se a experiência atual é a maternidade, que a gente coloque esse amor, essa dedicação, faça com o mesmo prazer com que a gente cuida dos nossos filhos!

 

Alana, sua vagaluma linda, obrigada pela partilha, de coração, você me inspira demais!

Para falar diretamente com a Alana:

alana@recalculandoarota.com.br